A Guerra do Fim do Mundo – Mario Vargas Llosa

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 Em uma entrevista para o programa umas palavras Mario disse que o livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, lhe impressionou muito, pois falava de dois temas muito presente na história da América Latina o fanatismo e a violência, daí surgiu sua ideia de escrever um romance sobre a guerra de Canudos.

Não é difícil constatar que as duas coisas (fanatismo e violência) estão realmente ligadas à história da América Latina, como exemplo de violência pode se lembrar das violentas guerras civis que estiveram presentes em grande parte dos países do continente ou mesmo a sua colonização que foi de forma violenta. Já sobre o fanatismo um exemplo disto é a devoção exagerada do qual é alvo os líderes da América latina tal como foi Evita Perón ou Che Guevara.

A escrita do livro A Guerra do Fim do Mundo foi iniciada em 1977, cinco anos após Mario ter lido o livro Os Sertões, ele pesquisou em vários lugares, e somente concluiu o livro em 1980 e publicou em 1982, na época a crítica ficou chocada com o livro, de forma positiva, pois nos livros anteriores (Pantaleão e as Visitadoras, e Tia Julia e o escrevinhador) Mario só tinha usado como base suas Vivências e pessoas que ele conhecia para inspirar seus personagens, mas em A Guerra do Fim do Mundo ele não somente fez uma pesquisa exaustiva como também baseou em Euclides da Cunha para criar um dos principais personagens do livro. Em determinado momento da história seus óculos se quebram e nada mais é percebido de forma nítida pelo personagem e passamos a ver a história como uma lente embaçada, o que exige que um exercício o maior de percepção por parte do leitor.
Entre os outros personagens se destacam Galileu Gall (uma espécie de anarquista), Jurema, que ao ser estuprada por Gall decide segui-lo, e o jornalista que apesar de sem nome é apontado como sendo Euclides da Cunha, devido a suas semelhanças.
Posteriormente ao retornar para sua casa, e não encontrar sua mulher
O marido de Jurema também passará a seguir em busca de Gall.
Juntamente com Antônio Conselheiro se reúne outros personagens que tinham no sertão uma fama de místicos ou alguns rejeitados da sociedade, como o Leão de Natuba, que nasceu deformado e só consegue andar com uma quadrúpede que ao lado de Conselheiro ganham uma acolhida de sem nenhum preconceito.
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