A Viagem do Elefante – José Saramago

A_VIAGEM_DO_ELEFANTE_

Posso facilmente dizer que este meu primeiro livro de teste com a literatura de Saramago, já que dele só tinha começado a ler O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que eu abandonei antes de chegar à página vinte.
Entre presente que às vezes toda pessoa ganha esta sempre algum mais estranho, que o diga o arquiduque austríaco Maximiliano II, que em 1551 ganha do seu cunhado Dom João III ( então rei de Portugal) , um elefante como presente de casamento.Mas para isso o elefante terá que ir de Portugal ate a Áustria, passando pela Itália e Espanha.
Saramago como bom narrador que é a ouvir falar desta história, que realmente ocorreu, percebeu que ela poderia ser um gancho para criar um bom livro.
Salomão (o elefante) durante a viagem cativa os guardas portugueses que são encarregados da sua escolta e por onde passa atraí atenções para si curiosas (pudera em pleno século 15 não era a coisa mais comum ver um elefante fazer a travessia de alguns países europeus). O seu cornaca (pessoa encarregada de cuidar do elefante toda vida dele ) também é o coadjuvante no livro juntamente com e elefante eles formam os únicos personagens fixo do livro todo.
Durante a viagem vão se acumulando aventuras do elefante como o momento em que o elefante é adestrado para se ajoelhar na porta de uma basílica na Itália ou na hora que o elefante empurra um clérigo que esta a joga água benta nele.
Levando em conta a viagem do livro algumas coisas são transitórias como o fato do nome do elefante e do seu cornaca mudarem de nome por ordem do arquiduque, mas também o livro tem começo e fim bem definido ( a história começa com o elefante indo viajar e acaba com ele chegando ao seu destino.
No todo o livro é muito leve e bonito de ler tem doses de emoções de forma bem contida o que torna ele bem enxuto, os únicos fatos que não gostei é a toda hora Saramago fazer piadas pra deixar bravo os religiosos que possam ler o livro, isso da um toque de piadas sem graça ao livro , e os diálogos que são abstratos , me incomoda os diálogos por que Saramago consegue fazer um bom livro sem usar uma única frase de conversa entre seus personagem .
É incrível também como os parágrafos enormes que eu tanto temia adquirem um fluxo rápido e leve, ao mesmo tempo em que mesmo estes mesmo parágrafos parecendo tão sólidos como muros evoquem uma narrativa muito poética e sutil, sem que esta poesia torne o livro menos poderoso .
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