Os Servos da Morte – Adonias Filho

 servos da morte foto
Quando eu tinha quinze anos me apaixonei platonicamente por uma pessoa que morava na área rural da cidade e neste mesmo tempo fui colecionando minhas primeiras leituras de autores regionalistas, como pensar em sertão me lembrava da minha frustração amorosa decidi que só voltaria a ler livros regionalistas quando já tivesse superado está paixonite. Foi o que fiz, e por desinteresse só voltei a ler obras regionalistas ano passado. Mas no começo da semana recebi emprestado o livro Os Servos da Morte do autor Adonias Filho, também inserido na temática regionalista.
Os livros fazem parte da chamada trilogia do cacau, onde por meio de três livros independentes o autor retrata a região cacaueira do sul da Bahia, onde ele cresceu.  A história começa quando um dos cinco filhos de Paulino Duarte decide se casar e levar uma mulher para morar na casa com Paulino e seus cinco filhos homens. Paulino esconde dos seus filhos um grande medo, que está relacionado sua falecida mulher Elisa.
Elisa havia decidido se casar com Paulino para salvar sua família dos credores, mesmo sabendo que o futuro marido tinha fama de cruel, preferindo acreditar que com o tempo e afeto dela ele iria mudar. Mas após ter quatro filhos e todos eles serem de natureza cruel e violenta igual ao pai ela decidiu se vingar. E assim foi gerado o quinto e último filho Ângelo, um menino que sempre estava doente e era muito fraco, não parece humano.
Após este flash-back a história volta ao tempo atual, ou seja, quando Quincas, filho de Paulino Duarte, decide levar sua mulher Cláudia para morar juntamente com seu pai e seus irmãos. Ela passa a se apaixonar por Ângelo, por causa da fragilidade e desamparo deste, e na contramão desenvolve repugnância por seu marido Quincas.
     A narrativa do livro me lembra a essência em si das obras regionalistas, por ter sempre alguma coisa selvagem ali, até mesmo os personagens estão em estado bruto, não só pela sua agressividade em si, mas por que eles se movem a partir de instintos primários como raiva, ódio, amor sobrevivência dentre tantos outros.  Junto a está fascinação que o livro exerceu em mim a linguagem de Adonias é muito bela, o que faz com que Os Servos da Morte seja um dos melhores livros dos quais já li este ano.
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