Pó de Parede – Carol Bensimon

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Pó de Parede é o livro de estreia da escritora Carol Bensimon, formado por três contos por protagonistas jovens o livros é focado nas mudanças que acontecem na juventude, mas pelas entrelinhas das histórias Carol vai dando formas a novas identidades dos seus protagonistas, criando novos traços, mas mantendo alguns e assim mostrando o quanto o papel do lar pode influenciar na construção da nossa própria identidade.

No primeiro conto A Caixa conhecemos Alice, uma menina que por morar em uma casa no formato de caixa se sente estranha, e também é vista como tal pelos outros moradores que moram em casas comuns. Porém está linha de estranheza e distanciamento não é feita somente pelos vizinhos, a personagem se distância dos outros e não busca manter grande proximidade com outros adolescentes, a exceção será feita por outros dois personagens do conto que estão interligados juntos com Alice em uma final surpreendente.

Já no segundo conto Falta Céu a história gira em torno de um condomínio que está sendo construído em uma cidade pequena, que fica no meio de duas outras cidades de médio porte.  Neste conto a protagonista é Lina, uma jovem que está começando um relacionamento e que pode ver de perto a construção deste condomínio. Lina anseia sair da cidade e ser reconhecida como bem sucedida, como o é toso os outros moradores que saíram de lá.

O terceiro conto Capitão Capivara é o único narrado em primeira pessoa, nele temos dois narradores; Clara uma jovem que saiu de casa em busca de novas experiências, e que trabalha em um hotel como mascote para entreter as crianças, e o também narrador Carlo Bueno, um escritor de carreira já feita, que está hospedado no mesmo hotel que Clara, para escrever um livro, que é mais de marketing do que de literatura, sobre o hotel.

Apesar de Carolo ter um nível narrativo muito bom o conto que menos gostei foi Falta Céu pelo simples fato de ele ser mais simples e menos inusitado, isso faz com que eu goste menos dele já que tenho um gosto claro pelo incomum ou esdrúxulo.

Mas mesmo assim adorei o livro, como leitor eu tanto fiquei preso a ele pelos enredos quanto pela capacidade da autora de escrever com uma linguagem tão gostosa que parece que estamos tento uma boa conversa. Assim li rapidamente este livro onde Carol interliga muito bem acontecimentos da vida das pessoas a construções e vice versa.

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