A Cada Um o Seu – Leonanrdo Sciascia

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Não gosto de visitar a casa dos meus parentes pela segunda vez, pelo simples fato de grande parte deles morarem em cidades grandes e quando fui a casa deles fiquei… na casa deles, ao invés de ter tido a oportunidade de conhecer uma cidade nova e alguns ponto interessante dela, logo visitar uma segunda vez basicamente me soa como um convite a ir revisitar um lugar, e pouca coisa me oferece em matéria de novidade. Partindo desta ideia se o livro A Cada Um o Seu fosse um local das minhas viagens ele seria um local revistado.

O livro que foi definido, por não sei quem, como não podendo ser nem um livro policial tem uma veia muito parecida com o gênero policial; o farmacêutico de uma pequena cidade da Sicília recebe um recado dizendo “Você vai morrer pelo que fez. “, ele não leva a sério, acreditando tratar-se de uma brincadeira, e decide não levar a sério, mantendo assim seus planos de no dia seguinte ir caçar com um amigo mas no dia seguinte ambos são assassinados durante uma caçada.  Um os moradores que se sentem propensos a desvendar este mistério está o professor Laurana, que é solteirão e tímido e um pouco intelectual. Logo o autor vai nos guiando através das investigações do Laurana pelo passado de alguns personagens de pequena cidade, e os caminhos da corrupção política, que poderiam dar pistas do que levou o farmacêutico a ser assassinado, ou quem poderia ter cometido tal crime.

Definitivamente para mim o livro é chato e cai facilmente em erros básicos; 1º em uma cidade pequena em geral todo mundo conhece a vida e o passado alheio, neste romance inclusive acontece o mesmo quando várias vezes Laurana se senta com seus amigos homens para falarem dos assuntos que acontecem na cidade, logo tendo uma “roda de fofoca” me soa ingênuo que Laurana ainda não soubesse de uma antiga relação envolvendo a viúva de um dos dois mortos e seu primo.  2º  o autor  vai aprofundado a história em teorias de conspirações a ponto da investigação se tornar uma bola de neve, e no fim o motivo do crime é quase banal, impressão de que ele desenvolve tanto que não sabe dar um final que seja harmônico e condizente com o resto da obra, e por fim 3º  o livro sofre de um vício de lugares comuns, que me fazem sentir revisitando outros livros que já li neste estilo; cidade pequena cheio de mistérios onde ninguém é o que parece ser, teorias de conspirações chatas e final bem bobo, por tudo isso não indico a leitura de a cada um o seu.

 

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