A montanha mágica – Thomas Mann

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Eu, normalmente, não costumo ler muitos livros clássicos, mas estou tentando ler mais livros deste estilo para melhorar minha formação como leitor. Em geral as pessoas acreditam que livros clássicos são sempre muito densos, com muitas páginas e escritos muitos anos. Todos estes critérios são atendidos pelo livro A montanha mágica, mas, mesmo assim, o livro não é chato de forma alguma, pelo contrário é muitíssimo interessante, seja como obra de arte seja como diversão.

O livro conta a história do jovem alemão Hans Castorp que vai visitar seu primo Joachim, este por sua vez está em um sanatório localizado no topo de uma montanha da Suíça. Na visita Hans Castorp pretendia ficar por apenas três semanas, mas de alguma forma ele passa a ficar lá por tempo indefinido. Ressaltarei abaixo alguns aspectos que achei interessante neste livro;

  • A montanha: localizada na Suíça preferi aqui falar sobre a montanha do que do sanatório, pois é ela que cria todo o tom que dominará as primeiras páginas do livro e mostrará o estranhamento que Hans Castorp teve nos seus primeiros momento no sanatório. Ali no topo desta montanha existe um modo de vida, social e cultural, totalmente diferente das quais as outras pessoas estão acostumadas, passando por um clima único e outras peculiaridades.

  • A magia: O termo magia aqui foi usado por mim como um eufemismo para um dos elementos presente neste livro, que é um constante tom de irrealidade que domina a obra desde quando se fala na contagem do tempo nesta montanha, ou, por exemplo, no momento em que Hans Castorp participa de uma sessão espírita, e até mesmo quando ele se deleita com o novo toca discos.

  • O humor: Justamente para que tudo o que ali não seja levado demasiadamente a sério é que o jovem Castorp passa a ter um senso de humor incomum, para que consiga encarar momentos como uma paciente que produz sons com seu pulmão após uma operação, ou um tipo de competição interna de quem está com mais febre entre outros, sem deixar nunca de avaliar as coisas com uma veia humorística muito elegante.

  • O choque de mentalidades: Para muitas pessoas os constantes diálogos filosóficos (ou o termo mais adequado seria debates?) protagonizados por Naphta, que é conservador, veio de uma família judaica, mas acaba não tendo chance de subir na carreira na igreja por ter uma saúde frágil, é isso um dos motivos que fazem com que ele seja profundamente revoltado, a favor de conflitos e radical. Setembrini ao contrário é profundamente humanista, e por isso tem grande otimismo é muito mais pacífico. Para muitos eles podem serem vistos como os valores que entram em choque na primeira guerra mundial de um lado a democracia, o moderno e progresso, do outro o totalitarismo, a tradição. É destes mesmos embates que eu menos gostei na trama, uma vez que nem o próprio Hans Castorp e seu primo Joachim encaram estes discursos com grande seriedade.

  • A doença: Outro tema forte na trama é a doença, mais especificamente a tuberculose que era um mal muito comum naquela época, sendo inclusive um tipo de troféu por alguns artistas mais românticos, e durante muitos anos sem ter uma cura ou tratamento que acabasse com ela de forma certeira.

Além de tudo isso Hans Castorp ainda acaba se apaixonando pela personagem Clavdia Chauchat, que senta na messa dos russos distintos, mas esta paixão demora a evoluir para o campo das ações, chegando ao cúmulo de na primeira metade do livro não tem nem cinco momentos em que eles se falam diretamente. Porém isso acaba mudando quando após deixar o sanatório ela retorna para ele após alguns meses junto a seu marido Peperrkorn. E este trio formara um dos grupos mais interessantes do livro, assim como é a relação de Hans com seu primo.

É por esta infinidade de temas, e pela escrita elegante do autor que recomendo muito aos interessados que não percam tempo e escalem está montanha, o que se pode ver no seu topo é mágico e inigualável sendo com razão um dos livros mais importantes da literatura mundial.

É por esta infinidade de temas, e pela escrita elegante do autor que recomendo muito aos interessados que não percam tempo e escalem está montanha, o que se pode ver no seu topo é mágico e inigualável sendo com razão um dos livros mais importantes da literatura mundial.

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4 respostas em “A montanha mágica – Thomas Mann

  1. Acho que essa é uma de suas melhores resenhas. Adorei a maneira como você separou os tópicos, como na verdade nos deu uma dica de como olhar para esse texto. Muito, muito boa,,, Obrigada por nos deixar esse guia de leitura. Você está cada vez melhor!

  2. Gostei muito de sua resenha! O modo como você separou os temas foi bem interessante, e me fez lembrar de toda a história do livro,o qual li há muitos anos. Parabéns!

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