Os Malaquias – Andréa del Fuego

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Há dois motivos para que eu leia sem parar um livro, o primeiro é quando ele está muito chato e quero terminar logo a leitura para poder estar livre para ler algum outro. O segundo ao contrário do primeiro é quando um livro está tão bom, ou intrigante, que eu leio compulsivamente, só conseguindo soltar ele quando chego ao fim do livro. E é este o caso do livro Os Malaquias, vencedor do prêmio literário José Saramago em 2011.

Em Serra Morena começa a história desta família, quando em uma noite com chuva forte o casal Donana e seu marido Adolfo são atingidos por um raio, que acaba matando-os. É justamente após este raio que toda a história da família dos Malaquias começa, os três filhos acabam sendo separados. Nico, o primogênito acaba sendo adotado por um fazendeiro local, para trabalhar e ajudar na fazenda. Júlia e Antônio vão para um orfanato mantido por freiras, e após alguns anos Júlia acaba sendo adotada para trabalhar na casa de uma mulher, e Antônio acaba sobrando no orfanato por ser um anão e ninguém o quer, o que faz com que ele acaba se apegando as freiras que mantém o local.

Quando Nico decide se casar, ele deseja estar reunido com seus dois irmãos, e faz com que Antônio vá morar com ele e sua mulher, já Júlia é informada do casamento do seu irmão e acaba indo a rodoviária pegar um ônibus, mas por fim ele acaba indo parar em um outro local.

Ao longo do livro não é contada somente a história da família Malaquias, muito pelo contrário várias outras histórias se cruzam, ou se agregam a da família, que é o núcleo principal do livro, e inclusive os três irmãos Malaquias acabam mudando muito desde o começo da trama, sendo que um dos únicos traços que se mantém comum em todos os três é uma profunda vontade de tornarem a se reunir um dia.

Outro traço que possui marcas profundas em Os Malaquias é um toque do fantástico, como por exemplo uma espécie de espectro que acompanha Antônio durante toda a trama, ou em um determinado momento quando Nico desaparece dentro do bule de café, mas são apenas leves pinceladas, até que aparece um navio, e é ai que para mim Andréa derrapou feio, eu não tenho nada contra toques de elementos fantásticos, desde que eles sejam tratados de forma firme, que é justamente o contrário daquilo que ela faz, ela narra sobre este navio, surgindo ele quase do nada e influência em um desfecho fraco, com  pontas  presas de forma bem frouxa.

Mesmo com esta leve derrapagem achei o livro muito bom, com histórias bem elaboradas, que correm em paralelo, criando assim um livro que de forma alguma é monotemático ou cansativo.com capítulos curtos e uma história muito envolvente este livro me prendeu ao longo de 272 páginas, fazendo com que eu só conseguisse larga-lo quando finalmente cheguei ao fim, é por isso que recomendo muito este livro, que já foi parar nos meus favoritos.

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