A gangue escarlate de Asakusa – Yasunari Kawabata

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A última vez que fui em uma livraria, já que na minha cidade não tem isso, fiquei mais de uma hora pensando no que ia comprar e quando vi que meu tempo estava se esgotando decidi simplesmente compra três livros de um mesmo autor, mesmo já tendo outros três deste mesmo autor no meu kindle e ainda nem ter experimentando para eu ver se gostava dos livros dele ou não.

De todos estes livros deste autor, Yasunari Kawabata, único que nenhum dos meus amigos tinha lido é justamente A gangue escarlate de Asakusa, que foi lançado antes do autor ter seu próprio estilo, e talvez por isso possa ser considerado o mais destoante de suas obras, e é por este mesmo motivo que decidi começar por este livro, pelo risco de ele poder sem bem inferior aquilo que o autor escreveu após ele.

Escrito e publicado em forma de episódios, em um jornal entre os anos de 1929 e 1930, o livro tem como seu protagonista o próprio Kawabata que funciona como um flâneur que frequenta o bairro de Asakusa, que é um bairro boêmio de Tóquio.  Nestas andanças ele nos mostra   várias cenas e personagens deste bairro, tais como órfãos delinquentes e meninas prostitutas, dentre outros personagens que permeiam este bairro.

O livro funciona como um álbum de recorte de cenas, tendo justamente por isso vários personagens que surgem em uma determinada cena e depois pode voltar ou não a aparecer, assim como nem tudo que é narrado ali é diretamente vivido pelo narrador, muitas vezes é só observado sem que ele interfira de forma direta ou indireta.

Eu não gostei muito do livro por causa do fato de ele apresentar pouca coisa nova ao leitor, ao menos para mim enquanto leitor, e junte a isso o fato de que não temos uma história sendo contada ali, não nos moldes tradicionais. Isso acabou me deixando a sensação de que já vi aquilo quem algum lugar (mais especificamente em obras como Capitães da areia e também Memórias de um sargento de milícia) no momento em que se escolhe retratar ali a vida das pessoas que moram ou frequentam determinado bairro, como é o caso de Memórias de um sargento de milícia ou de jovens delinquentes e abandonados por seus pais como é o caso de Capitães da areia. Podendo então ser um livro interessante para quem tem interesse em conhecer sobre este bairro.

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