A décima terceira história – Diane Setterfield

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Eu acredito que já é de conhecimento geral que apesar de eu ler compulsivamente todos os livros que me caem em mãos, eu tenho uma preferência bem simples; uma história bem contada. Estou   me referindo aos livros que são bons a ponto suficiente de não ser um simples romance comercial, mas tampouco são livros complexos, que podem ser considerados clássicos modernos.  Geralmente estes livros são caracterizados por serem livros que   me faz ter prazer em virar a página, e dos quais eu nunca fico conferindo constantemente quantas páginas ainda faltam para eu terminar de ler ele.

Dito isso, vamos ao enredo do romance A décima terceira história, da inglesa Diane Setterfield; Margaret Lea, trabalha com seu pai em um sebo, onde eles vendem   livros antigos, ela lê de forma compulsiva vários livros antigos, e entende muito sobre os livros e o sebo em que trabalha, ocasionalmente ela  escreve de forma amadora alguma biografia, mas  eis que um dia ela encontra no degrau da sua casa, uma carta endereçada a ela, oferecendo  a ela a oportunidade de  escrever a biografia oficial de Vida Winter. Por sua vez Vida Winter é a mais famosa e aclamada escritora inglesa viva e tudo que a cerca é repleta de mistérios, que ela própria ajuda a criar, se considerarmos que a cada vez que ela é entrevistada ela inventa uma biografia diferente.   E aos poucos Margaret vai descobrindo que o passado de Vida Winter tem mais segredos e lacunas do que ela imaginou a princípio.

Olhando superficialmente parece uma premissa bem simples e básica, mas aí está um dos trunfos de Diane Setterfield, conforme Vida Winter vai contando mais sobre sua vida a história passar a ganhar tons mais sombrios, que lembram um estilo de literatura gótica, com personagens e cenários mais soturnos, e é claro que não é gratuita as referências a livros das irmãs Brontë, ou a livros     em estilos góticos. Mas    as influências de estilo não   se reduzem a literatura gótica, temos uma governanta e um médico com espírito muito prático e uma grande paixão pela razão e pela ciência parecidos com as narrativas de Arthur Conan Doyle e Jane Austen. (Notar estas influências de estilo não são umas descobertas minhas, elas estão de forma mais explanadas e claras em uma outra ótima resenha, feita sobre este livro. Até porque não teria como e u notar   isso logo de cara, se considerarmos que as irmãs Brontë, Conan Doyle, e Jane Austen não são   os tipos de leituras que eu costumo fazer).

O livro em si, mesmo com todas estas influências não chega em momento algum a se tornar um livro maçante e cansativo para o leitor, ao contrário Diane Setterfield sabe como prender o leitor do começo ao fim, ao mesmo tempo em que cria uma história muito consistente e equilibrada. Quando    acabo o livro não acho que ela seja um novo clássico, mas ele tem uma matéria fundamental para prender qualquer leitor    nele, a paixão de contar, e ler uma boa história, e isso é um grande trunfo, se levarmos em conta o quanto o livro tem perdido espaço para tecnologias, ou outras atividades.

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2 respostas em “A décima terceira história – Diane Setterfield

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